Arquivo da tag: os dias

Como é no México?

Agora eu já pude conhecer um pouco de como é aqui, eu já sei como é a família, como é a escola, e até como eu mesma sou.

Pra começar, aqui não é tão diferente de como é no Brasil em uma cidade grande como São Paulo, o trafego é como se estivessemos em uma POA, só que mais louco; as ruas são mais arborizadas e eu moro em um conjunto habitacinal perto de um shopping. Alias, nem é tão ruim assim, só tempo para que eu me adapte. Mas enquanto isso eu vou rezando toda vez que minha host mom me deixa a uma quadra do colégio e eu tenho duas ruas pra atravessar. kkkk. E sempre que eu to saindo do colégio passa um avião, no mesmo horário, sempre. As casa dentro do conjunto habitacional são lindas, mas eu também já conheci um pouco da periferia daqui e enquanto você vai entrando derrepente aparece uma casa de “luxo”, é bem diferente, essa coisa de contrastes aqui se ve muito em relação a isso, mas nas pessoas não. As pessoas aqui são muito simpáticas, de fato mais do que no Brasil, e te tratam bem sendo você como for, e isso é uma coisa que todos nós deveriamos nos tornar adeptos. E não é só de indios que o México é feito, tem pessoas de vários tipos, mas mesmo assim não bate a diversidade cultural do Brasil, e cá entre nós, nosotros somos lindos 😉

Minha rotina ainda não é bem definida, mas tá quase lá e não é daquelas que se fica em casa depois de quase dez horas de escola. Eu vou no clube terças e quintas, e nos outros dias é váriado até setembro quando eu for entra no curso de espanhol, que a essa altura acho até desnecessário, mas é obrigatório e eu vou receber uma certificação, bem se não fosse isso teria sido em vão esse ano. Na aula eu tenho as seguintes matérias todos os dias Responsabilidade Ambiental, Artes, Antropologia, História do México e Arte y Cultura, e tem também aulas de dança de salão e italiano depois dessas matérias. Fui eu que escolhi as que queria cursar, e eu entro em turmas de todos os ano e acho que essa é a melhor parte. No club eu vou na academia, nado, faço o que tem pra fazer kkk, vou na hidro e na sauna (H), tomo banho e vejo meu host dad jogar fronton. E no shopping, bem se eu to com um troco eu vou patinar e se eu não tenho eu do umas voltas e falo com o gerente da pista pra ver se eu posso patianar sem pagar, e as vezes ele deixa.

A familia mexicana é bem mais regrada, tu encontra alguém que tu goste, casa, tem filhos, eles crescem e moram contigo até se casarem e dar continuidade a família. E eles não gostam da ideia de não se casar, ou de “talvez”. Eu me sempre lembro de uma coisa que a Germana tinha falado no treinamento de Outbouns, que talvez eles tem um costume pequeno e bobo que te irrita e tu tem que se acostuma porque é o jeito dele, sim, eles tem alguns que me deixam maluca, e penso como tem coisas do nosso “jeitinho brasileiro” que me fazem falta.

Ser intercâmbista também é ter que engolir em seco algumas coisas, ouvir de uma pessoa de fora erros que você comete, mudar sua personalidade de boa para excelente. Não argumentar por respeito e para seu próprio bem, você não vai querer se estragar com uma pessoa por coisas minimas mesmo tendo a razão (e isso é o que eu mais to estranhando, em minha casa quando eu tinha a razão eu podia e tinha esse direito, e aqui é outra pessoa que tem outro costume e age de outra maneira). Eu não tinha nenhuma expectativa e tudo saiu bem, mas ver outra pessoa com expectativas demais e ver o quanto se decepciona. Ser intercâmbista é ser grato em tempo integral, e cansa de dizer obrigada e querer continuar dizendo.

Obrigada e 🙂

 

Etiquetado